O artista plástico Binho Pinheiro, natural da Bahia e morador de Nova Mamoré (RO), está prestes a realizar um dos maiores sonhos de sua carreira: levar suas obras, que retratam a Amazônia e os traços da floresta, para um dos palcos mais prestigiados da arte mundial – o Salão Internacional de Arte Contemporânea Carrousel du Louvre, em Paris, em outubro de 2025.
A seleção para a exposição no Carrousel du Louvre, que é um dos maiores centros culturais do mundo, aconteceu por meio da Galeria Vivemos Arte, após uma entrevista artística conduzida pela diretora Lisandra Miguel. A grande oportunidade marca uma nova fase para o artista, que compartilhou em entrevista ao G1 a emoção de representar a arte da Amazônia em um espaço internacional tão importante.
O Início de uma Trajetória Artística
Binho Pinheiro sempre teve uma ligação com a arte desde muito cedo. Nascido na Bahia, ele percebeu, ainda na infância, sua sensibilidade para o mundo das artes. "Na creche eu esboçava meus primeiros traços e isso continuou na escola. Lembro que o amor pela arte só surgiu quando eu tinha entre 9 e 10 anos", relembra o artista. A arte tornou-se parte de sua vida, com seus primeiros desenhos dividindo espaço com as letras e números que fazia enquanto aprendia a ler e escrever.
Foi a influência de sua mãe, que cuidava de uma criança com o mesmo nome, que deu origem ao seu nome artístico "Binho Pinheiro", o qual passou a adotar para sua carreira ao longo dos anos. Seu talento foi descoberto e incentivado por seus amigos de escola, que promoviam competições de desenhos, motivando Binho a aprimorar sua habilidade.
Transformando a Arte em Profissão
Binho começou a carreira profissional em 2004, em Camacã, na Bahia, onde pintava em vários locais da cidade. Sua grande oportunidade surgiu quando um artista experiente o convidou para trabalhar com ele, o que abriu portas para o artista e possibilitou que ele seguisse sua carreira como pintor autônomo.
Com o tempo, Binho decidiu aprimorar sua técnica, investindo em aulas de pintura a óleo e passando a ensinar para um grupo de alunos. Sua carreira ganhou mais visibilidade quando se mudou para Porto Velho (RO), e mais tarde para Nova Mamoré, cidade onde ele consolidou seu nome no cenário artístico local, especialmente com a famosa pintura no muro da Câmara Municipal, que retrata o município de forma vibrante e colorida.
O Desafio de Produzir Arte na Amazônia
O maior desafio de Binho na produção artística foi o alto custo dos materiais e a baixa demanda por obras de estilo surrealista, seu preferido. Isso levou o artista a reduzir a produção de telas, o que o fez focar em outras formas de trabalho, apesar da paixão pela pintura.
Apesar desses desafios, sua arte continuou a ser um reflexo do que ele mais ama: a Amazônia, com suas cores, formas e belezas naturais.
A Oportunidade Surreal: Paris
Em 2025, a chance de expor sua arte em Paris, berço do surrealismo, veio como um grande presente. Ao saber da oportunidade pela internet, Binho enviou seu portfólio e foi selecionado entre muitos candidatos. As obras que serão apresentadas ainda estão em fase de produção e, segundo ele, são exclusivas para este evento.
Embora a viagem para Paris exija que o artista arque com os custos de passagem e hospedagem, ele vê essa oportunidade como uma grande conquista. "Só o fato das minhas obras serem selecionadas para ir até Paris já é uma grande bênção", afirma Binho, que acredita que essa chance abrirá muitas portas para sua carreira.
A Importância do Apoio
Binho destaca que o apoio de seus amigos foi fundamental para que ele chegasse até aqui. "Acredito que a ajuda dos meus amigos no início de tudo foi o que ajudou para que meu trabalho tivesse chegado nesse nível", reflete o artista, que vê esse momento como o reconhecimento de anos de trabalho e dedicação à arte.
Em 2025, quando suas obras estiverem em exposição no Carrousel du Louvre, Binho Pinheiro levará consigo não apenas a arte da Amazônia, mas também um pedacinho da sua história, trajetória e sonhos.
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