
Ji-Paraná tem história, natureza e cultura de sobra para encher os moradores de orgulho. Reunimos 10 curiosidades que ajudam a entender por que a cidade é chamada de Coração de Rondônia.
Separe um cafezinho e venha conferir fatos que todo bom jiparanaense gosta de guardar na manga.
Ji-Paraná é conhecida como Coração de Rondônia por dois motivos. O primeiro é a localização, bem no centro do estado. O segundo é poético: existe uma ilha com formato que lembra um coração, bem na confluência dos rios Machado e Urupá.
A expressão Ji-Paraná vem da língua geral setentrional jy paraná, que significa rio dos machados. Jy quer dizer machado e paraná quer dizer rio. O nome é uma referência às muitas pedras do antigo rio Ji-Paraná, hoje chamado de rio Machado, que se pareciam com machados indígenas.
Pelas estimativas do IBGE de 2021, Ji-Paraná tinha 131.026 habitantes. O número coloca o município como o segundo mais populoso de Rondônia e o décimo sexto mais populoso de toda a Região Norte do Brasil.
A primeira povoação da região se formou na confluência com o Rio Urupá e, por isso, recebeu o nome de Urupá. Foi dessa base, às margens do rio, que a cidade cresceu até se tornar o que é hoje.
A grande seca que atingiu o Nordeste entre 1877 e 1880 trouxe uma leva de migrantes para a região. Eles usaram os rios como estrada, principalmente o Machado, enfrentaram a Floresta Amazônica e as cachoeiras, e passaram a viver da extração do látex das seringueiras.
Até o final do século XIX, a região era ocupada pelos povos indígenas urupás e jarus. São eles que estavam por aqui muito antes da chegada dos migrantes nordestinos e que dão nome a lugares da cidade até hoje.
Ji-Paraná tem 6.897 quilômetros quadrados de área, o que representa 2,9% de todo o estado. A cidade fica a 170 metros de altitude, na porção centro-leste de Rondônia, na mesorregião do Leste Rondoniense.
O Rio Machado é o mais extenso de Rondônia. Seu complexo hidrográfico abrange cerca de 92.500 quilômetros quadrados e atravessa o estado no sentido sudeste-norte. Ao longo do percurso, são 50 cachoeiras, e em alguns trechos ele é navegável, servindo ao escoamento do extrativismo vegetal da região.
Quem é de Jipa sabe: o Machado tem duas caras. Na cheia, de dezembro a maio, áreas próximas das margens costumam alagar. Já na seca, entre junho e agosto, o volume baixa e dá para andar por cima de pedras que afloram na superfície. O Urupá deságua no Machado, que por sua vez deságua no Rio Madeira, afluente do Amazonas.
Em julho, a cidade recebe a Expojipa, a Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Ji-Paraná. São 9 noites de shows, rodeio, sorteios de veículos, palestras e venda de produtos agropecuários e industriais. É a maior feira agropecuária da Região Norte do Brasil, e já virou cartão de visita de Jipa.
Antes de encerrar, vale lembrar que a cidade também tem uma vida cultural forte. A prefeitura oferece aulas gratuitas de teatro, dança e música, há um teatro com capacidade para 200 pessoas e, em fevereiro, um bloco de carnaval anima a galera e vai virando tradição.
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