
O preço das carnes disparou, registrando uma alta de 5,81%, a maior variação mensal desde novembro de 2020, quando o índice chegou a 6,54%. O aumento foi destaque no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (8) pelo IBGE. Economistas alertam que a pressão nos preços deve continuar nos próximos meses, afetando diretamente o bolso do consumidor.
Por que a carne ficou mais cara?
Especialistas apontam três fatores principais para o aumento:
1. Condições climáticas adversas:
A seca que atingiu diversas regiões do Brasil prejudicou as pastagens, essenciais para a engorda do gado. Com menos pasto disponível, houve uma redução no número de animais prontos para o abate.
“As condições desfavoráveis no campo reduzem as cabeças disponíveis para corte, impactando diretamente a oferta do alimento”, explica Matheus Dias, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).
2. Câmbio desfavorável:
A desvalorização do real frente ao dólar tem encarecido os custos da cadeia produtiva e incentivado as exportações, especialmente para mercados como o da China.
“O exportador brasileiro prioriza o mercado externo, onde obtém preços mais altos, impulsionados pela demanda e pela valorização do dólar”, destaca Felippe Serigatti, do Centro de Agronegócios da FGV Agro.
3. Demanda interna aquecida:
Mesmo com os altos preços, o consumo doméstico se manteve forte, o que contribuiu para o desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.
Impacto nos cortes mais populares
Alguns cortes de carne bovina apresentaram aumentos expressivos:
- Acém: alta de 9,09%;
- Costela: aumento de 7,40%;
- Contrafilé: crescimento de 6,07%;
- Alcatra: valorização de 5,79%.

Além disso, o aumento nos preços das carnes puxou a inflação no segmento de alimentação no domicílio, que subiu 1,22% em outubro.
Perspectivas para os próximos meses
De acordo com André Almeida, gerente do IPCA e INPC, a alta nos preços deve persistir devido à combinação de baixa oferta e alta demanda, tanto interna quanto externa.
“Com menor abate de animais e exportações elevadas, o mercado interno continuará enfrentando dificuldades para conter os aumentos de preço”, analisa Almeida.
Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, as oscilações do câmbio continuarão a influenciar o setor.
“O fortalecimento do dólar frente ao real deve manter os preços pressionados, principalmente devido à alta demanda de países como a China”, aponta.
O cenário indica que o consumidor precisará se preparar para gastar mais com proteínas nos próximos meses, enquanto o mercado aguarda a normalização do clima e uma possível desaceleração na exportação.
Fonte: CNN BRASIL
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